DE LUTO

O Lar Torres de Melo e a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará

O falecimento do Wilson de Pinho trouxe a todos profunda consternação. O Wilson foi, como dizem os ingleses, um “self made man”, homem que se fez só. Apesar do seu amor atávico pelo sertão, compreendeu cedo que precisava, antes, vencer na cidade grande para depois contribuir para o desenvolvimento de sua terra natal – Madalena. Escolheu para os primeiros passos uma atividade que permitisse sua sobrevivência independente e contribuísse para a formação de seu caráter e seu ensino básico. Sentou praça na Força Aérea Brasileira e de lá saiu um homem – um cidadão apto a enfrentar as atividades do mundo empresarial. Soube escolher seus primeiros empregos, e com o trabalho conquistar a confiança de seus patrões e logo mais ombrear-se a eles, como sócio. Muito cedo entrou na Maçonaria e galgou ao topo da pirâmide e tornou-se Grão Mestre de uma das potências. Na área privada militou nos setores de serviço e do comércio e nestes estabeleceu suas próprias empresas. Da frase simbólica da Maçonaria: Liberdade, Igualdade e Fraternidade, dedicou-se mais a última, por fazer deste sentimento parte da sua personalidade. Para se aquilatar sua importância no Lar Torres de Melo basta ressaltar que ele exerceu a função de Presidente durante dois mandatos e de Vice-presidente durante cinco. Vice-presidente mesmo, participando ativamente da administração da casa. Incansável, ampliou sua atividade rural, tornou-se um médio produtor e fundou o Sindicato Rural de Madalena, do qual foi presidente em dois mandatos de três anos. No período de 1995 a 2004, eleito Vice-presidente da Federação da Agricultura, função que exerceu com sua costumeira eficiência, tendo sido, durante diversos mandatos, coordenador do PEC NORDESTE, o evento mais importante da Federação, e vitrine anual de suas ações. Para completar seu riquíssimo currículo, ingressou na área política, elegendo-se Prefeito de sua cidade por dois mandatos sucessivos. Meu caríssimo Wilson, você partiu, sua presença, no entanto ficou na memória de todos aqueles que tiveram a ventura de consigo conviver.

Descanse em paz.

Seus filhos, já adultos, foram educados para enfrentar as dificuldades e os prazeres da vida. O leme ficou nas mãos firmes da Zélia, ela saberá manter a tripulação unida e conduzir o barco, com sua coragem e discernimento.

José Ramos Torres de Melo Filho

Presidente de Honra do Lar Torres de Melo e ex Presidente da FAEC.

 

2020 12 09

 

 

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